A Shein subiu o preço, cortou a mídia, e contou no balanço o que aconteceu
A receita cresceu 0,9% e o lucro caiu dois terços. A empresa explicou por quê, e a explicação mostra em público quanto o cliente aguenta de aumento.

No primeiro balanço depois do IPO em Hong Kong, a Shein reportou receita de US$ 11,08 bilhões no segundo trimestre, alta de 0,9% na comparação anual. O lucro líquido ajustado caiu cerca de dois terços, para US$ 228 milhões.
A ação caiu no pregão do dia 29. As coberturas registram quedas entre 11% e 14%, em momentos diferentes do dia, com a mínima batendo recorde.
O que a empresa disse ter feito
A explicação veio da própria companhia, e é incomum pela franqueza: a queda reflete redução no volume de vendas conforme a empresa elevou preços e cortou gastos com publicidade online, antecipando o fim da isenção de tarifas alfandegárias.
O efeito por região: a receita caiu 6% nos Estados Unidos e 14% na Europa.
O que ela espera
A companhia afirmou que o cenário deve seguir incerto no segundo semestre, mas apontou o quarto trimestre como a janela promocional mais significativa do ano, com expectativa de impulso relevante nos pedidos.
No IPO, a empresa levantou cerca de US$ 1,7 bilhão. Na data do balanço, a ação já acumulava perda perto de 30% sobre o preço de estreia.
FONTES
- Mercado&Consumo, 29 de setembro de 2026.
- Times Brasil, 29 de setembro de 2026.
- Diário do Grande ABC, 29 de setembro de 2026.
- Acessa, 29 de setembro de 2026.


