A Chilli Beans foi renegociar a dívida com o banco e deixou o fornecedor de fora
A rede de óculos pediu recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões com bancos e credores financeiros. Fornecedores, funcionários e parceiros não entram na conta.

A Chilli Beans, rede de óculos e acessórios, entrou na sexta-feira, 30 de outubro, com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em dívidas com bancos e credores financeiros, segundo Exame, NeoFeed, Times Brasil, Mercado&Consumo e Poder360.
Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia o novo prazo e as novas condições direto com os credores e depois leva o acordo à Justiça, que precisa aprovar o plano para ele valer. Segundo Exame, Times Brasil e Poder360, o plano vai agora para essa aprovação. Nenhuma das fontes informou em qual tribunal.
Quem negocia e quem fica de fora
O Itaú e as gestoras de investimento Akron Capital e Vega Asset lideram a negociação do lado dos credores e coordenam a entrada de dinheiro novo, segundo as cinco fontes. Os próprios credores podem pôr até R$ 50 milhões na empresa. O NeoFeed escreve R$ 50 milhões, sem o 'até'.
Fornecedores, funcionários e parceiros comerciais não entram na renegociação, segundo a Mercado&Consumo, o Times Brasil, a Exame e o Poder360. Ou seja, o que a empresa deve a eles segue nas condições de antes.
O que veio antes
Segundo o NeoFeed, a Vert Securitizadora, que representa investidores que emprestaram dinheiro ao grupo, cobrou antes do prazo uma dívida de R$ 89 milhões da Mustang 25, a empresa que controla a Chilli Beans. A operação do dia a dia está com André Dela Togna, vice-presidente de Operações, anunciado no fim de agosto, segundo Exame, Times Brasil e Poder360. A Mercado&Consumo o chama de co-CEO.
FONTES
- Exame, 30 de outubro de 2026.
- NeoFeed, 30 de outubro de 2026.
- Times Brasil, 30 de outubro de 2026.
- Mercado&Consumo, 30 de outubro de 2026.
- Poder360, 31 de outubro de 2026.


