A Renner cortou a projeção pela metade, e as concorrentes cresceram mais que ela
A referência de produtividade do setor virou a que mais revisou meta para baixo. C&A e Riachuelo vêm atrás com espaço para 170 lojas novas.

A Renner reduziu a projeção de crescimento da receita líquida para 2026. A faixa, que era de 9% a 13%, passou para 4% a 8%. No dia do anúncio, em 7 de agosto, a ação chegou a cair 15% durante o pregão.
Como foram as concorrentes no mesmo trimestre
No segundo trimestre, as vendas de vestuário em lojas comparáveis cresceram 7,8% na Riachuelo e 4,1% na C&A.
O Bradesco BBI estima espaço para cerca de 170 novas lojas de C&A e Riachuelo em shoppings, o que tende a aumentar a concorrência direta justamente nos principais mercados da Renner.
O que os bancos estão dizendo
O JPMorgan iniciou cobertura de C&A e Riachuelo com recomendação de compra, manteve postura neutra para a Renner e apontou a C&A como principal escolha no setor. O mesmo banco reconhece que a Renner segue referência em produtividade por área de vendas.
Tem ainda um fator de fora: em maio, as ações do setor caíram com o fim da taxa das blusinhas, num movimento que o BTG Pactual leu como risco maior para o varejo de renda mais baixa.
FONTES
- DCI, 7 de agosto de 2026.
- InfoMoney, 16 de setembro de 2026.
- Mercado&Consumo, 13 de maio de 2026.


