A Puma vendeu menos e ganhou mais em cada venda
No terceiro trimestre, as vendas da Puma caíram 6,3% sem o efeito do câmbio, e a fatia que sobra de cada venda depois de pagar o produto subiu para 49,5%. A empresa chama 2026 de ano de transição.

A Puma vendeu € 1,78 bilhão no terceiro trimestre de 2026, contra € 1,87 bilhão um ano antes, segundo o release de resultados divulgado em 30 de outubro. Sem o efeito do câmbio, a queda foi de 6,3%. Em euros, de 5%. A FashionUnited publicou as duas taxas; a Mercado&Consumo, só a de 6,3%.
O presidente-executivo da Puma, Arthur Hoeld, chamou 2026 de ano de transição, segundo o release e a Mercado&Consumo.
Menos venda, mais sobra por venda
A margem bruta, que é quanto sobra de cada venda depois de pagar o custo do produto, subiu 4,2 pontos, para 49,5%, segundo o release e a FashionUnited.
Mesmo assim, a operação deu prejuízo. O resultado da operação, antes de juros e impostos, foi negativo em € 11,4 milhões, contra um ganho de € 16,2 milhões um ano antes, segundo o release e a Mercado&Consumo. O prejuízo líquido foi de € 54,9 milhões, menor que os € 62,3 milhões do mesmo trimestre de 2025, segundo o release e a FashionUnited.
Por que caiu e o que vem
O release atribui a queda a duas coisas: as medidas de arrumação da marca começadas no terceiro trimestre de 2025 e a demanda mais fraca, afetada pelo conflito no Oriente Médio, principalmente na Europa e na América do Norte. A Mercado&Consumo e a FashionUnited repetem a explicação.
Para o ano, a Puma agora espera prejuízo na operação entre € 80 milhões e € 130 milhões, e vendas em queda de um dígito, sem o efeito do câmbio. A empresa promete um novo propósito de marca a partir de 2027 e diz querer estar entre as três maiores marcas de esporte do mundo, segundo o release.
FONTES
- Puma, release de resultados do 3º trimestre, 30 de outubro de 2026.
- FashionUnited, 30 de outubro de 2026.
- Mercado&Consumo, com Estadão Conteúdo e Dow Jones, 30 de outubro de 2026.


