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MODA E VAREJO

Na moda online, quase metade das compras termina em marketplace

Estudo da Conversion com a Similarweb mostra que a cliente descobre a marca na rede social e muitas vezes paga no marketplace. O site próprio continua com um terço das compras.

Marketplace, a loja virtual que reúne muitos vendedores no mesmo endereço, foi onde terminaram 48,3% das compras de moda pela internet analisadas no State of Channels 2027, estudo da Conversion, agência de marketing digital, feito com a Similarweb, empresa que vende dados de tráfego da internet. O estudo foi publicado no começo de novembro e noticiado pela E-Commerce Brasil e pela Mercado&Consumo.

As duas empresas produziram o levantamento por conta própria, e o relatório não cita outro patrocinador. As duas vendem serviços para marcas que querem aparecer melhor nesses canais.

O que foi medido

O dado das compras vem de uma pesquisa feita pela internet com 1.500 consumidores brasileiros, entre 18 e 21 de agosto de 2026. Eles contaram como descobriram o produto, como conheceram a marca, onde compararam e onde fecharam compras feitas nos 12 meses anteriores, segundo o relatório. A própria Conversion avisa que a amostra não representa a população inteira.

Nessa pesquisa, o site ou aplicativo oficial da loja ou da marca ficou com 29,1% das compras de moda, e as lojas online especializadas, com 16,3%, segundo o relatório e as duas matérias.

A rede social apresenta, o marketplace vende

Na hora de conhecer uma marca de moda, a rede social e o vídeo aparecem primeiro, com 23,1% das respostas, seguidos do marketplace, com 17,3%, e do site oficial, com 12%, segundo o relatório. Na descoberta do produto, a ordem se inverte: o marketplace lidera, com 23,1%, à frente das redes, com 19,7%.

Somando todas as etapas, rede social e vídeo têm a maior presença na jornada de moda, 18,3%, e o marketplace vem logo atrás, com 15,2%. A Conversion diz que essa diferença é pequena demais para afirmar quem está na frente.

O que as visitas mostram

A segunda parte do estudo não é pesquisa: são visitas contadas pela Similarweb nos cem maiores sites de moda do Brasil, no navegador do computador e do celular, de agosto de 2025 a julho de 2026. Foram 2,6 bilhões de visitas no período, segundo o relatório.

A Shein recebeu 734 milhões delas, 28% das visitas a esses cem sites, segundo o relatório e as duas matérias. A Lojas Renner veio em segundo, com 200 milhões. Os cinco primeiros somam 48,3% das visitas. É o mesmo percentual das compras em marketplace, mas por coincidência: uma conta mede compras relatadas, a outra mede visitas.

Fora do navegador, o aplicativo da Shein teve 35,1 milhões de downloads e 8,2 milhões de usuários por dia, em média, e o da Lojas Renner, 6,8 milhões de downloads e 1,2 milhão de usuários por dia, segundo a Similarweb no relatório.

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