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A dona da Huggies agora é dona da Neutrogena

A Kimberly-Clark terminou a compra da Kenvue em 2 de novembro. Neutrogena, Aveeno, OGX e Listerine passam a dividir a casa com fralda e papel higiênico, num negócio desenhado em cima de corte de custo.

A Kimberly-Clark, dona de Huggies, Kleenex e Kotex, terminou em 2 de novembro de 2026 a compra da Kenvue, dona de Neutrogena, Aveeno, OGX, Listerine e Tylenol, segundo comunicado da própria Kimberly-Clark entregue à SEC, a xerife do mercado de ações americano. As ações da Kenvue saíram da Bolsa de Nova York na abertura do pregão daquele dia.

Cada ação da Kenvue virou US$ 3,50 em dinheiro mais 0,14625 ação da Kimberly-Clark, segundo o comunicado, a Personal Care Insights e o 8-K da empresa. Mike Hsu segue como presidente do conselho e presidente-executivo da empresa unida.

Quanto valeu, depende de quando se conta

O valor mais citado do negócio vem do anúncio, em novembro de 2025. Naquele dia, o comunicado da Kenvue calculou a empresa, com as dívidas, pela cotação da Kimberly-Clark de 31 de outubro de 2025. Como parte do pagamento foi em ações, o valor muda com a Bolsa.

O comunicado de conclusão não diz quanto o negócio valeu em 2 de novembro. A Personal Care Insights repete o número do anúncio. A Inside FMCG fala em US$ 40 bilhões. Os números divergem porque foram medidos em dias diferentes.

O tamanho da casa nova

Somando os quatro segmentos que a Kimberly-Clark divulgou na conclusão, as duas empresas venderam juntas cerca de US$ 31,6 bilhões em 2025. A própria empresa avisa que são estimativas da gestão, sem auditoria. A América do Norte responde por cerca de US$ 18 bilhões desse total.

Segundo o comunicado, a empresa unida tem dez marcas que vendem mais de US$ 1 bilhão por ano cada uma, entre elas Neutrogena, Listerine, Johnson's Baby, Huggies e Kleenex, e está em mais de 175 países. Aveeno e OGX, marcas de pele e cabelo, aparecem na página oficial de marcas da Kenvue, que já se apresenta como parte da Kimberly-Clark.

A Kimberly-Clark espera ganhar cerca de US$ 2,1 bilhões por ano com a união, segundo o comunicado, a Personal Care Insights e a Inside FMCG. Desse total, cerca de US$ 1,9 bilhão vem de corte de custos em até três anos. O resto vem de vender mais, descontado o que a empresa vai reinvestir.

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