FLUIFY
VAREJO DE BELEZA

Estée Lauder promete crescer devagar e lucrar bem mais até 2030

Em Xangai, a Estée Lauder disse que quer vender um pouco mais a cada ano até 2030 e ficar com uma fatia bem maior de cada venda. A meta é de lucro, mais do que de tamanho.

A Estée Lauder Companies, dona de Estée Lauder, Clinique, M·A·C, La Mer, Jo Malone London e The Ordinary, apresentou em 4 de novembro de 2026, em Xangai, na China, as metas para o ano fiscal de 2030, segundo comunicado da empresa. O ano fiscal dela fecha em junho, então o ano fiscal de 2030 termina em junho de 2030.

As metas foram apresentadas pelo presidente-executivo, Stéphane de La Faverie, e pelo diretor financeiro, Akhil Shrivastava, segundo o comunicado. A Investing.com e a Finimize trazem as mesmas metas.

O que a empresa prometeu

Nas vendas, a promessa é crescer todo ano até 2030 a um ritmo de um dígito, na faixa do meio, sem contar o efeito do câmbio nem empresas compradas, segundo o comunicado. Em inglês, a empresa chama isso de "mid-single digit", expressão que o mercado costuma usar para algo perto de 5% ao ano.

No lucro, a meta é a margem operacional ajustada de 16,5% a 18,5% em 2030, segundo o comunicado, a Investing.com e a Finimize. Margem operacional ajustada é quanto sobra de cada venda depois de pagar produto, equipe, lojas e marketing, sem contar gastos fora do comum, como reestruturação. O lucro por ação ajustado deve crescer dois dígitos por ano até 2030, segundo a empresa.

A empresa diz que o maior salto da margem vem no ano fiscal de 2028, quando o plano de recuperação de lucro, que vai até 2027, estiver rodando o ano inteiro, segundo o comunicado e a Investing.com.

De onde ela parte

Dois dias antes, em 2 de novembro, a Estée Lauder subiu a própria previsão de margem operacional ajustada para o ano fiscal de 2027, que termina em junho de 2027, para 12,9% a 13,7%, segundo o comunicado de resultado do trimestre. A Finimize cita 12,9% a 13,8%. No trimestre de julho a setembro, essa margem foi de 12,1%, contra 7,3% um ano antes, e as vendas orgânicas cresceram 6%, segundo a empresa.

Na China continental, as vendas do trimestre foram de US$ 614 milhões, alta de 9% sem o efeito do câmbio, segundo o mesmo comunicado. A Investing.com diz que é o quarto trimestre seguido de alta na China.

← Todas as notícias

NEWSLETTER

O radar da semana, no seu e-mail.

Toda semana, o que mexeu no varejo de moda e de beleza e o que aquilo muda na decisão de quem vende. Sem repasse de notícia: com a leitura por trás.