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NEGÓCIOS

Na Hermès, o couro cresceu 10,8% e a porta de entrada caiu 2%

O menor crescimento trimestral desde o começo de 2020 não veio da Birkin. Veio de cinto, luva e acessório de cabelo, que é por onde o cliente novo entra.

A Hermès registrou receita de € 4,1 bilhões no terceiro trimestre, alta de 4,3% a câmbio constante. O número ficou abaixo dos 5,2% que os analistas consultados pela Visible Alpha projetavam, e a ação caiu cerca de 5% na abertura do pregão seguinte.

Segundo a Reuters, citada pelo Eu Quero Investir, foi o menor crescimento trimestral da marca desde o início de 2020, quando a pandemia fechou boutiques pelo mundo. Só que a média esconde o que interessa.

Onde cresceu e onde caiu

A divisão de artigos de couro e selaria, que inclui as bolsas Birkin e Kelly, cresceu 10,8% e faturou € 1,91 bilhão no trimestre, quase metade de tudo que a marca vendeu.

No mesmo período, a divisão de moda e acessórios caiu 2%, com € 1,14 bilhão. Relógios recuaram 6%. Perfumes e beleza subiram 7,5%.

Ou seja: a peça de dezenas de milhares de euros cresceu dois dígitos, e o que encolheu foi o resto.

O que o diretor financeiro disse

Eric du Halgouet, diretor financeiro da marca, classificou o ambiente de negócios na China como muito difícil. A China é o principal mercado individual da Hermès, de acordo com a Reuters.

O detalhe que ele deu é o mais revelador do balanço: a retração em moda e acessórios veio principalmente de cintos, luvas e acessórios de cabelo. Esses itens costumam ser a primeira compra de quem está entrando na marca.

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