Ninguém sabe quanto o e-commerce perde com devolução, e a conta varia em R$ 25 bilhões
As estimativas vão de R$ 59 bilhões a R$ 84,7 bilhões por ano. A distância entre elas é maior que o faturamento de muita rede inteira.

Um levantamento da Abrev, a Associação Brasileira de Reversa do Varejo, citado pelo Times Brasil, estima que os consumidores brasileiros devolvem cerca de R$ 59 bilhões em mercadorias por ano, o equivalente a 12% das compras feitas pela internet. A mesma reportagem aponta que a logística reversa pode consumir até 3,6% do faturamento de um e-commerce.
Só que os números não batem
A Exame trabalha com uma faixa de 17% a 30% de devolução, o que levaria o valor a até R$ 84,7 bilhões. Um relatório do ITL estima que de 20% a 30% de todos os pedidos online terminam em devolução ou troca, muito acima do que acontece na loja física.
A diferença entre a estimativa mais baixa e a mais alta passa de R$ 25 bilhões. Não é divergência de arredondamento, é falta de base comum: cada um mede um recorte de mercado diferente, com amostra diferente.
Não localizamos o estudo original da Abrev, apenas a reportagem que o cita.
O que não está em disputa
Todas as fontes concordam em duas coisas. A devolução online é muito maior que a da loja física, e o custo dela não aparece na margem bruta: aparece no frete de volta, na mão de obra de conferência, no produto que volta sem condição de revenda e no capital parado.
É por isso que a logística reversa deixou de ser assunto de operação e virou assunto de estratégia nas redes grandes.
FONTES
- Times Brasil, 29 de setembro de 2026.
- Exame, 25 de novembro de 2025.
- Mercado&Consumo, 7 de outubro de 2026.
- Mundo Logística, 20 de setembro de 2026.


