A confiança do comércio caiu ao menor nível desde 2021, e quem vende roupa foi quem mais perdeu
O índice da CNC recuou pela quarta vez seguida. A entidade liga a piora da moda ao fim do imposto sobre as compras internacionais pequenas, a chamada taxa das blusinhas.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio, medido todo mês pela CNC, a confederação nacional do comércio, ficou em 96,7 pontos em outubro. É uma queda de 2,7% sobre setembro, a quarta seguida, e o nível mais baixo desde maio de 2021, quando o índice marcou 94,5. Abaixo de 100 pontos, o índice indica que há mais empresário pessimista do que otimista.
Onde a queda pesou
Segundo a CNC, o segmento de roupas, calçados, tecidos e acessórios puxou a queda do mês: a confiança desses empresários recuou 5,4% sobre setembro e 3,3% em doze meses. A Gazeta do Povo e a PANROTAS registram os mesmos números. A Mercado&Consumo descreve o segmento como o mais afetado na avaliação das condições atuais.
A parte do índice que mede as condições atuais, olhando todos os setores, caiu 5,5%, para 68,2 pontos. Segundo a PANROTAS, 78,2% dos empresários ouvidos dizem que a economia piorou.
O motivo que a CNC aponta
No texto da pesquisa, a CNC atribui o movimento, em parte, ao fim do imposto de importação sobre as compras internacionais pequenas, conhecido como taxa das blusinhas, que segundo a entidade favoreceu a compra de fora em prejuízo do comércio daqui.
Para mostrar o efeito, a CNC cita dados da Receita Federal: as remessas internacionais declaradas foram 25,7 milhões em setembro, contra 14,4 milhões "no ano passado". O texto não diz se a comparação é com setembro de 2025 ou com outro período, e a Gazeta do Povo reproduz a conta do mesmo jeito.
A Mercado&Consumo descreve a medida como o fim do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50.
FONTES
- CNC, Portal do Comércio, 29 de outubro de 2026.
- Gazeta do Povo, 29 de outubro de 2026.
- PANROTAS, 29 de outubro de 2026.
- Mercado&Consumo, 29 de outubro de 2026.


