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VAREJO DE BELEZA

A K-beauty saiu de 0,5% para mais de 7% do skincare brasileiro

O número de marcas coreanas no país passou de 28 para mais de 40 em três anos. Quando todo mundo vende a mesma coisa, o argumento que sobra é desconto.

O skincare coreano deixou de ser nicho no varejo brasileiro, e dá pra medir isso de três jeitos ao mesmo tempo.

Segundo dados da Circana citados pelo Mercado&Consumo, o número de marcas coreanas vendidas no Brasil passou de 28, em 2023, para mais de 40 neste ano. No mesmo levantamento, a participação da K-beauty nas vendas de skincare saiu de 0,5% para mais de 7% até maio de 2026. E o faturamento dessas marcas cresceu 67% no primeiro semestre, no varejo de prestígio.

Uma ressalva importante sobre esse 67%

O recorte de prestígio não inclui farmácias e drogarias. Ou seja: o número mede a parte mais cara do mercado, e justamente o canal que mais cresce em volume ficou de fora da conta.

Isso não diminui o movimento. Só quer dizer que o avanço real é maior do que esse número sozinho mostra.

A entrada pela farmácia

A Nissei estreou 31 itens da PrettySkin, marca sul-coreana que já tem dez anos de Seul, na loja da avenida Paulista e no e-commerce, segundo a Bloomberg Línea.

A Cimed vai por outro caminho: em vez de importar marca, lançou a própria linha, a Mili, com sete produtos fabricados na Coreia do Sul e R$ 80 milhões investidos. A empresa diz estar em mais de 98% das farmácias do país e mira R$ 150 milhões de faturamento no primeiro ano da marca.

Sobre a estreia, as fontes divergem e vale registrar. A Bloomberg Línea informa que a linha foi lançada no início de outubro, com preços entre R$ 100 e R$ 200. O Mercado&Consumo fala em janeiro de 2027 e em preços a partir de R$ 70. O Meio & Mensagem, em 13 de outubro, ainda dizia que a chegada ao Brasil estava prevista para os próximos meses. Nenhum dos três corrigiu o outro.

No varejo especializado, a KS Cosméticos abriu em setembro a primeira loja física em shopping de São Paulo. E a Sephora já vende COSRX, TIRTIR, Beauty of Joseon, TOCOBO e Skin1004, todas sul-coreanas.

FONTES

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