As lojas da Granado no exterior dão prejuízo, e é isso que elas foram fazer lá
São nove boutiques próprias fora do Brasil. Elas não existem para dar lucro por metro quadrado: existem para a marca ser vista de fora.

A Granado chegou a nove boutiques próprias no exterior e abriu em Madri a sua maior unidade internacional, com 151,5 metros quadrados. Paris, Londres, Lisboa e Nova York já tinham lojas fixas, e a marca prepara um endereço em Charleston, nos Estados Unidos.
O dado que muda a leitura
Segundo a InvestNews, as lojas no exterior costumam operar no prejuízo. Elas servem de vitrine global da marca.
Isso é desenho, não acidente de execução. Uma loja em Paris que fecha no vermelho e coloca a marca ao lado de concorrentes europeias faz pela percepção o que nenhuma campanha brasileira faz.
Como ela entra em cada cidade
O método é o mesmo: antes da loja fixa, uma temporária. Em 2025 a marca ocupou a La Samaritaine, em Paris, e já passou pela Liberty, em Londres. Só depois de testar o público local vem o contrato longo.
Perto de completar 150 anos, a companhia buscava um sócio estrangeiro para acelerar a internacionalização, com até 30% do capital. A espanhola Puig apareceu entre os interessados, segundo fontes ouvidas pela Gazeta do Povo. Não localizamos o desfecho dessa negociação.
FONTES
- Bloomberg Línea, 23 de setembro de 2026.
- InvestNews, 14 de agosto de 2026.
- Gazeta do Povo, 30 de julho de 2026.
- Mercado&Consumo, 20 de setembro de 2026.


