A Cimed exportou o Carmed, mas teve que deixar o nome no Brasil
Em Portugal ele se chama Flavy, custa 6 euros e quem vende é uma rede que não é dela. A marca que vale 15% do faturamento virou outra pra poder sair.

A Cimed começou em 6 de outubro a vender em Portugal o hidratante labial que no Brasil se chama Carmed. Lá ele se chama Flavy, nome criado a partir da palavra inglesa para sabor.
É a primeira operação da companhia fora do país, e o nome não foi o único detalhe que mudou no caminho.
O que mudou além do nome
No Brasil, a Cimed distribui com estrutura própria. Em Portugal, não: a distribuição passa a ser de um parceiro local, e a empresa divide com ele a margem da operação, segundo o Economic News Brasil. Juliana Marques Felmanas, diretora de planejamento estratégico, afirmou que a companhia terá de ceder margem ao distribuidor. A produção continua no Brasil.
A venda é exclusiva da Wells, rede portuguesa de saúde e beleza no formato de parafarmácia, ligada à MC, do grupo Sonae. A Bloomberg Línea fala em mais de 300 lojas e o Economic News Brasil conta 328 pontos. A exclusividade é temporária, válida para os primeiros meses.
O primeiro embarque levou 60 dias entre sair do Brasil e chegar à prateleira.
Os números da largada
O lote inicial é de 150 mil unidades, com preço sugerido de 6 euros. No Brasil, segundo a Bloomberg Línea, o produto custa entre R$ 19 e R$ 27, e pode cair pela metade em ação de vendas.
São cinco sabores na estreia: Jelly Kisses e Jelly Teeth, feitos com a Fini, Açaí, com a Oakberry, Maçã do Amor e Água de Coco. Desde 2015 a marca já lançou mais de 40 aromas.
O Carmed responde hoje por cerca de 15% do faturamento da Cimed, fatia que há dez anos era insignificante. A empresa espera que, nos próximos dois anos, metade da receita da marca venha de fora do Brasil. Argentina, Colômbia, Chile e México aparecem como os próximos mercados, sem prazo definido.
O que custou sair
Karla Felmanas, vice-presidente da Cimed e responsável por Carmed e Flavy, disse ao Meio & Mensagem que o primeiro grande desafio foi "o desapego ao nome Carmed".
A Bloomberg Línea informa que a empresa segurou o projeto de exportação por um tempo justamente para resolver o nome e a estratégia de internacionalização.
FONTES
- Bloomberg Línea, 30 de setembro de 2026.
- Meio & Mensagem, 30 de setembro de 2026.
- Economic News Brasil, 30 de setembro de 2026.
- Diário de Notícias, 30 de setembro de 2026.


