A caneta emagrecedora virou 11% da farmácia e mudou a venda de shampoo
Uma categoria de medicamento está redesenhando a prateleira de beleza. O que cresce é o produto específico. O que cai é o básico.

Segundo a Forbes Brasil, com dados da Close-Up International, os medicamentos GLP-1 já respondem por cerca de 11% do faturamento das grandes redes de farmácia no Brasil. Entre maio e julho de 2026, a categoria vendeu R$ 4 bilhões.
A concentração é alta: a tirzepatida, do Mounjaro, ficou com 68,3% desse valor, e a semaglutida, do Ozempic, com 31%.
O tamanho depende de quem mede
A Close-Up calculou R$ 13,3 bilhões para Mounjaro, Wegovy e Ozempic entre maio de 2025 e maio de 2026, num recorte de doze meses.
O Itaú BBA, citado pela imprensa financeira, estima participação de cerca de 12% na RD Saúde e entre 8% e 9% quando se olha RD Saúde, Pague Menos e Panvel juntas. O mesmo banco projeta que a fatia chegue perto de 20% até 2030.
Os números não batem entre si porque medem redes, períodos e cestas diferentes. O que todos mostram é a mesma direção.
O efeito que ninguém previu na prateleira de beleza
A Scanntech encontrou, no canal farmácia, crescimento puxado por produtos de maior especialização clínica: shampoos medicamentosos, dermocosméticos, séruns e cremes para os olhos.
Na mesma medição, caíram em unidades os itens básicos: shampoo regular, condicionador, sabonete e hidratante corporal. E a queda não ficou só na farmácia, apareceu também em supermercado e atacarejo.
A ligação entre as duas coisas está no corpo de quem usa a caneta: perda rápida de peso mexe com cabelo e com pele, e empurra a pessoa para o produto que promete resolver aquilo, não para o shampoo de sempre.
FONTES
- Forbes Brasil, 13 de outubro de 2026.
- Mercado&Consumo, 30 de setembro de 2026.
- ICTQ, 15 de setembro de 2026.
- Capital Aberto, 20 de setembro de 2026.


